Imigrar é um sonho para você! Por tantos anos você namorou um outro país, uma outra cultura, ficou imerso no idioma, fez aulas e cursos, procurou conhecer pessoas que moram lá, foi visitar uma ou duas, ou três vezes… Até que, de repente, chega o momento tão sonhado: você tem agora um plano mais definido, provavelmente já fez uma consulta de imigração e está pronto para embarcar nessa aventura.

Soa familiar?

Se você está nessa fase de “quase lá”, este texto é para você!

Vamos contar um segredo: imigrar nem sempre é fácil, e disso todo mundo sabe. Mas o que as pessoas não falam é que existe um passo a passo para tornar essa experiência muito agradável e bem-sucedida. E o melhor: esses 4 passos podem começar a ser postos em prática ainda no Brasil, antes mesmo de você receber o seu PR!

PR é a sigla em inglês para permanent residency, ou residência permanente. É o equivalente canadense ao green card americano. Com um PR você vira canadense em tudo, menos no nome. Seu passaporte continua sendo o brasileiro (até virar um cidadão canadense) e você não pode votar nas eleições canadenses, mas conta com todos os outros benefícios e perks que os canadenses têm!

 

Passo 1: conversar com a família e os amigos

A primeira preocupação que passa pela mente da maioria dos novos imigrantes é: como ficam a família e os amigos?

Com certeza esse é um tópico delicado, porque não afeta todas as pessoas da mesma forma. Existem pessoas que não têm um bom relacionamento com a família, assim como existem pessoas que são tão apegadas que precisam ir à casa dos familiares mais de uma vez na semana, mesmo ligando todos os dias. Existem também pessoas que já passaram por uma mudança de cidade ou de estado, e, ainda que continuem morando no Brasil, já sabem como é o fato de estarem longe fisicamente da família e de alguns amigos, sendo que, dependendo da distância entre a cidade de origem e a nova cidade, não podem simplesmente pegar o carro e fazer uma visita: é preciso pegar um avião e reservar um final de semana ou alguns dias de férias.

Se você é do tipo “grudado” com a família e com os amigos, mas deseja muito vir para o Canadá, não há outro jeito: é preciso tomar uma decisão. E conversar. É conversando que a gente se entende, não é mesmo? Isso também funciona quando a tarefa de imigrar fica dolorosa, como é o caso de quando alguém da família simplesmente não quer saber de você saindo de casa, quanto mais saindo do país. Principalmente quando esse alguém é uma pessoa próxima, com a mãe ou o pai. Nesse caso, é importante conversar com calma, respeitando a opinião da outra pessoa (porque, afinal, é uma opinião válida, mesmo que seja diferente da sua) mas apresentando os pontos importantes que fizeram você tomar a decisão de imigrar. Se o fator mais importante para você é a busca de melhor qualidade de vida, ou se você simplesmente está em busca de uma nova aventura, não importa. Se o motivo é importante para você a ponto de você ter tomado a decisão de imigrar, é preciso que isso fique claro também para as pessoas ao seu redor, mas sempre de forma cuidadosa e com muito respeito.

Um fato que é bom ter em mente é que o Canadá oferece programas de sponsorship para familiares (infelizmente não para amigos, embora ter um amigo no Canadá possa facilitar um pouco a questão do visto de turismo, por exemplo), então existe também a possibilidade de que a família possa imigrar num futuro próximo, tendo você, até lá já com o seu PR, como sponsor.

 

Passo 2: fortalecer o idioma e o conhecimento da cultura

 

 

No nosso texto sobre adaptação nós falamos bastante a respeito da cultura canadense e também do idioma. E não cansamos de repetir: para ter sucesso no Canadá ou em qualquer outro país, não basta somente estar lá fisicamente com vontade de ter sucesso. Vontade todo mundo tem. É preciso se esforçar para se integrar à cultura canadense e fazer parte da sociedade, de verdade.

Muitos imigrantes têm um nível de inglês satisfatório, vão trabalhar no horário certo, fazem o seu trabalho, vão para suas aulas, fazem suas provas, e param por aí. O segredo aqui é: go the extra mile. É preciso se esforçar e fazer mais do que o que é esperado de você, e, fazendo a diferença, você tem mais chances de ser notado. Sendo notado, pode conseguir mais oportunidades e mais portas abertas. Mas para isso é preciso sair da zona de conforto.

O inglês está bom? Ok. Mas você sabe realmente se comunicar utilizando a linguagem do dia a dia e as catch phrases que os canadenses usam em suas interações, ou você só traduz as palavras para o inglês? No seu trabalho, você procura dar uma mão para os seus colegas e se aproximar do chefe de igual para igual, mostrando através de suas atitudes que está pronto para maiores responsabilidades, ou você só faz o mínimo necessário que está delineado na job description? São essas as diferenças entre ser “mais um” na multidão e ser “that guy” ou “that girl”, aquela pessoa que é lembrada pelos colegas, chefes e professores.

Board games, coffee shops, outdoors, picnics, quais são as atividades que você pode começar a fazer com os seus novos amigos canadenses, e quais são os detalhes da cultura aos quais você precisa ficar atento? É preciso parar e observar, ver como as pessoas agem por aqui, o que é considerado normal e legal, o que não é, e tentar adaptar da melhor forma possível o seu comportamento à cultura canadense.

 

Passo 3: encontrar um lugar para morar

Como encontrar um imóvel para alugar? Algumas coisas precisam ser levadas em consideração, como a distância do centro da cidade, a distância entre a escola/universidade e o trabalho, se você já tiver um trabalho ou uma universidade em mente, e outros pontos também, tais como a proximidade de serviços (supermercados, hospitais, farmácias) e a vizinhança, se tem boa reputação ou não.

Você moraria com um roommate? Aqui no Canadá isso é uma prática extremamente comum, principalmente para os jovens adultos. Tem gente que inclusive prefere morar com um roommate a ter que morar sozinho.

Através das dicas que publicamos um tempo atrás, você pode começar a dar uma olhada em sua futura casa ou em seu futuro apartamento no Canadá, através de sites de imobiliárias, ou mesmo através de sites de classificados, como Craigslist e Kijiji. É importante enfatizar que não recomendamos que você feche negócio com nenhuma pessoa ou empresa sem antes ver o imóvel pessoalmente. Dessa forma você se protege contra scams ou pegadinhas, e também tem a certeza de que aquele imóvel é o melhor para você.

As pesquisas em sites de busca permitem que você tenha uma boa ideia sobre os valores cobrados para o aluguel de casas ou apartamentos de acordo com o que você precisa.

Mas, até de fato ver um lugar ao vivo e fechar negócio, será preciso passar um tempo em um hotel. Aproveite também e veja valores de hotéis, sempre dando preferência para os que ficam próximos a pontos de ônibus ou estações de metrô.

 

Passo 4: fazendo as malas

 

 

Hora de embarcar. O que levar na bagagem?

Como um novo imigrante, você está mudando a sua vida de lugar. Mas dessa vez não dá para contratar um caminhão de mudança para trazer toda a sua casa para o Canadá. O ideal continua sendo planejar muito, e identificar prioridades também.

Uma dessas prioridades é se desfazer ou cancelar coisas no Brasil. Plano de saúde? Só até a data da sua viagem. Plano de celular? Também. Vender o carro, colocar o apartamento para alugar (ou vender), tudo isso já deve estar na sua to do list. Também dá para fazer uma procuração em cartório em nome de alguém da família, por exemplo, que fique responsável por assinar documentos de aluguel ou venda de imóvel, caso não dê tempo de resolver isso antes de você embarcar.

 

O que colocar na mala:

  • Algumas roupas, alguns sapatos, um casaco de frio se você vier no inverno (o restante você pode comprar aqui mesmo, seguindo essas dicas para não gastar muito).
  • Laptop para uso pessoal, se você tiver.
  • Celular para os primeiros dias em que você vai usar o wifi do Starbucks; depois disso talvez seja preciso comprar um celular que seja compatível com os planos daqui.
  • Medicamentos: caso você tome medicamentos controlados, traga o suficiente para 90 dias ou para 1 curso de tratamento, o que for menor. Traga a receita médica, de preferência traduzida para o inglês. Se você precisar de medicamentos de uso contínuo, a solução é visitar um médico aqui no Canadá durante esses primeiros 90 dias. Ele irá solicitar alguns exames, dependendo do caso, e irá fornecer a você a receita para comprar os medicamentos aqui mesmo. Como residente permanente, você tem direito a consultas médicas gratuitas, com os planos de saúde provinciais.
  • Documentos. Traga todos com você no avião (não despache), e traga também as traduções juramentadas. De preferência, organize os documentos usando uma daquelas pastas sanfonadas: facilita a vida. Traga tudo: certidão de casamento, nascimento, histórico escolar seu e dos filhos, diplomas, imposto de renda, seguro do carro. O imposto de renda vai ser útil para fazer a declaração de saída definitiva do Brasil, o seguro do carro vai ser útil para você provar que já teve seguro antes, e pagar menos quando comprar um carro por aqui.

 

O que não colocar na mala:

  • Móveis, decorações e demais itens. Ok, móveis não cabem na mala, mas também não precisam ser trazidos para o Canadá. Em lojas como a Ikea você consegue encontrar tudo o que precisa, por preços bem acessíveis. Aquele quadro, os livros preferidos e aqueles bibelôs da avó? Depende do espaço que sobrar na mala. É difícil se separar de algumas coisas, mas se você não quiser pagar a mais pelo excesso de bagagem, é preciso ter prioridades. Você também pode buscar outros itens quando for visitar o Brasil.
  • Roupas e sapatos desnecessários. Sim, todos nós temos itens que são nossos xodós. Mas de novo vamos pensar no excesso da babagem e ver se vale a pena. Aqui no Canadá se anda muito a pé; talvez não valha a pena trazer 5 pares de sapatos de salto agulha.
  • Eletrodomésticos e eletrônicos. Um secador de cabelo daqueles de viagem ok, porque pode ser que o hotel não forneça. Mas é preciso lembrar que aqui você pode encontrar todos os itens necessários com bons preços. Não precisa encher a mala com coisas que você pode facilmente repor quando chegar aqui.
  • Comida. Muito cuidado com alimentos. Em última instância, fica a cargo do oficial no aeroporto permitir ou não a entrada de alimentos, quando são industrializados e estão com embalagens intactas. Itens como carnes, salsichas, comidas feitas em casa e vegetais são proibidos. É fato que algumas comidas vão ser diferentes por aqui, mas também é fato que você pode encontrar facilmente a grande maioria dos ingredientes para fazer seus próprios pratos.

 

Quer saber mais sobre como imigrar para o Canadá? Entre em contato conosco!

 

Veja também:

Quero imigrar para o Canadá com a família! Como funciona?

 

 

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